Matérias Técnicas Aspaco Portal - Matérias Técnicas: PasteurelosePasteurelose 08/05/2006
O complexo da moléstia respiratória dos ruminantes consiste da entidade clinica isolada broncopneumonia, mas é causado por numerosas combinações de agentes infecciosos, defesas comprometidas do hospedeiro e condições ambientais; é chamado de febre do embarque por ser comum em animais que recentemente passaram pelo estresse do transporte e outros. As bactérias são: Pasteurella hemolítica e Pasteurella Multocida e Haemophilus somnus Sintoma Clínico Surtos da broncopneumonia em um grupo de ruminantes ocorre de 10 a 14 dias após o estresse, e comumente perduram por 2 a 3 semanas após o caso indicador. Em alguns casos não se observam sintomas clínicos e sim com mortes súbitas; os ruminantes afetados por broncopneumonia exibem sinais de inflamação do trato respiratório e toxemia. Nos estágios iniciais, os animais se afastam do resto do rebanho e perdem o apetite. Eles mantêm suas cabeças e orelhas abaixadas, têm um aspecto deprimido e sonolento, e se movem lentamente. A respiração se torna rápida, há uma freqüente lambedura do focinho, freqüentemente apresenta uma tosse úmida e apresentam uma febre de 41* C, os corrimentos nasais e oculares evoluem de serosos para mucopurulentos.
Epidemiologia A Broncopneumonia dos ruminantes é uma moléstia de causas multifatoriais, ocorrendo apenas quando uma certa combinação de hospedeiro, agente, e características ambientais (fatores de risco) esta ativa. Os fatores de risco que influenciam a morbidade e mortalidade são : manejo com os animais, dietas alimentares, condições ambientais, castração, descola e a vacinação contra patógenos do trato respiratório. A pneumonia é mais comum em animais mais jovens, após o transporte, em condições ambientais adversas como tempestades ou frio intenso, ou em condições de aglomerações, como em confinamento.
Tratamento Há três metas no tratamento dos animais com broncopneumonia: 1- Eliminação dos patógenos bacterianos invasores 2- Limitação da reação inflamatória 3- Tratamento auxiliar para outras infecções. Quando há casos em sistemas de engorda intensiva a taxa de fatalidade pode variar de 5 a 20 %. O sucesso do tratamento depende do estágio em que se diagnostica a doença, além da utilização de antibióticos deve-se administrar antiinflamatórios não esteróides e colocar os animais em locais higienicamente adequados protegidos da chuva, frio, ventos e do sol. Fornecer alimentos de melhor qualidade. A tetraciclina obteve o melhor resultado, administrada por via subcutânea na base de 10 mg/kg de peso vivo. Outros antibióticos são utilizados como: sulfanamidas, penicilina, trimetropim-sulfas e eritromicina.
Prevenção A prevenção da pasteurelose em ovinos é também baseada nas alterações dos fatores de risco que predispõem a pneumonia. Deve-se fornecer abrigos adequados para evitar as alterações bruscas de clima, minimizar as tensões devido a transporte, efetuar o manejo sanitário correto.
Referência bibliográfica
Bradford P. Smith – Tratado de Medicina Intensiva de Grandes Animais.
Aspaco Portal - Matérias Técnicas
Visualizar todos os registros de matérias técnicas....


Aspaco Busca:


Aspaco - 09/2010